Em São Leopoldo, na margem esquerda do Rio dos Sinos, é comum encontrarmos perfis de solo com intercalações de argilas moles e areias de granulometria variada logo abaixo da camada superficial. O ensaio SPT é a ferramenta que usamos para quantificar a resistência à penetração e identificar essas transições de forma direta. Com a broca padrão e o martelo de 65 kg, cada metro perfurado revela detalhes sobre a compacidade ou consistência do terreno. Quando o avanço por lavagem se torna difícil, recorremos ao trépano para atravessar pedregulhos ocasionais. A interpretação do Nspt no contexto da bacia sedimentar local é complementada, quando necessário, pelo ensaio CPT em perfis contínuos, especialmente nos bairros mais densamente urbanizados onde a variabilidade lateral é expressiva.
Cada golpe do martelo no amostrador revela a história deposicional do solo leopoldense, da planície de inundação até os terraços mais firmes.



